O Mercado de Carne Francisco Bolonha, no Ver-o- Peso, será palco, pela segunda vez, do Festival Sonido, de música instrumental e experimental.

Durante dois dias (21 e 22 de abril), oito artistas de vários estados do Brasil se apresentam no prédio histórico, que ganha ainda outras artes, como videomapping, agregando ainda mais para a noite. E tudo de graça.

 

QUEM É QUEM

Um dos nomes nacionais mais requisitados da cena instrumental, Aeromoças e Tenistas

Russas, toca pela primeira vez em Belém com a formação clássica do rock, mas experimentando harmonias, elementos rítmicos e diferentes estéticas no som.

Também de São Paulo, o quinteto Quartabê trafega confiante pelo free jazz, afrobeat, choro, eletrônico,

mas preservando liberdade sonora com instrumentistas experientes do cenário da música brasileira atual.

A cearense Astronauta Marinho constrói seu instrumental para uma viagem delicada, sensível e reflexiva sobre tudo que há entre o céu e o mar, utilizando princípios do rock psicodélico, com camadas infinitas de guitarra e potência rítmica da bateria.

Do Distrito Federal, Esdras Nogueira, um dos instrumentistas da Móveis Coloniais de Acaju, traz seu trabalho autoral resultado de pesquisa com seu saxofone barítono, trafegando com suavidade em ritmos tropicais e dançantes, registrados no seu último disco autoral “Nabarriguda”.

Das estrelas paraenses, o duo eletrônico Uaná System (Waldo Squash e Luan Rodrigues) divide o palco com o príncipe da guitarrada Lucas Estrela, num show inédito trazendo diversas referências eletro-tropicais prometendo uma apresentação eletrizante e contagiante.

O músico e pesquisador de sonoridades paraenses Albery Albuquerque sobe no palco do Sonido com seu mais recente projeto, Albery Project, elencando diversos artistas que executam suas pesquisas sobre músicas da floresta, destaque internacional pela profundeza de imersão que as pesquisas de Albery conseguem tocar.

Muito groove, funk e swing afro estão presentes no repertório dos paraenses Rafael Azevedo & Nêgo Jó, que se encontram pra unir trabalhos com sonoridade negra, deixando o Sonido mais alegre e dançante.

Finalizando a programação, o projeto Jardim Percussivo traz ritmos populares, batuques e sons da floresta, fruto de oficinas de percussão realizadas por Márcio Jardim, um dos músicos mais ativos da cena paraense. Márcio reuniu um grupo de ex-alunos para criar um projeto que contemple sonoridades nortistas ligadas aos povos onde a música sempre esteve atrelada à religião ou a uma função social na cultura milenar afro-amazônica.

Confira os dias em que cada um vai tocar:

 

VAI TER FESTIVAL, SIM

Esta é a segunda edição do Sonido. A primeira foi em 2015. No ano passado, o festival ficou ameaçado. O Banpará, principal patrocinador, chegou a anunciar que não haveria apoio, mas voltou atrás. Ainda bem!

 

EXPLOSÃO DE CORES

Na primeira edição, chamou a atenção de quem passou pelo Mercado de Carne as projeções visuais e a iluminação especial no prédio.

Este ano não deve ser diferente. O trabalho caberá aos craques Roberta Carvalho e Luan Rodrigues, que farão um trabalho de videomapping, pintando a fachada e o interior do mercado com luzes e projeções. Um festival pros olhos também.

 

Comments

comments