O sassarico latino tá garantido em uma nova noite que estreia este sábado (13.05) na cidade.

Mas a Batikabum quer ir além das latinidades e aposta no deslocamento de quadril com o caldeirão sonoro das periferias do mundo todo.

Por trás do movimento, só que saca do assunto: o Filipe Almeida, do Proyecto Cachonda, e o Edvaldo ‘Azul’ Souza e o Zek Nascimento Picoteiro, do Los Picoteros.

A gente conversou com o Zek que contou mais sobre a Batikabum:

 

Já existem festas com essa ‘pegada latina’ rolando pela cidade. Qual vai ser a diferença da Batikabum?

A nossa proposta é ir além das referências latinas. Belém é um caldeirão de sonoridades que chegam do mundo todo, principalmente das periferias. Aqui, a gente transforma kuduro em eletromelody, o funk em tecnofunk, o moombahton em carimbohton, etc. Isso se tratando de música eletrônica das aparelhagens. O que o Mestre Vieira fez quando criou a guitarrada (bebendo da fonte caribenha) está acontecendo agora de novo com diversos gêneros no Pará, principalmente no tecnobrega. 

 

Como surgiu a ideia dessa noite?

Surgiu a partir de um convite do Edmir Amanajás, produtor cultural responsável pela programação da charmosa casa do Studio Garden. Ele chamou a gente pra produzir uma nova festa que tivesse o clima house party, mas que também tivesse artistas que estão produzindo novidades nesse momento em Belém.

 

E esse nome, Batikabum, de onde veio?

A referência é o Batik, uma técnica de pintura em tecidos original da Ásia, onde a mesclagem de cores, formas e texturas criam figuras incríveis e dão o visual do que queremos pra essa festa. Uma malha sonora de todos os cantos do mundo.

 

Pra quem não conhece, fala um pouco sobre o teu projeto, o Los Picoteros, e as outras atrações da festa.

O Los Picoteros é uma dupla com o Azul (Edvaldo Souza) e eu. Esse nome foi dado pelo próprio Azul, em referência ao Picós de Cartagena, que é basicamente uma cultura de soundsystem da periferia da Colômbia muito semelhante às aparelhagens do Pará. A gente realiza festas com discotecagens de música latinas, caribenhas e paraenses. Sobre as outras atrações, teremos uma miscelânea de beats com Proyecto Cachonda fazendo um passeio pelas periferias afrolatinocaribenhas (reggaeton, cumbia, merengue, kuduro ), Leão Do Nilo e Ana Carla (AFROnto) fervendo com batidão afro, funk e hip hop e a dupla Mandsy (aka Amanda) & Samm botando o som das mina 100% feminista. Ainda teremos uma super jam session entre o carimbohton do Dj Waldo Squash e Luan Rodrigues (Uaná System) e o príncipe da guitarrada Lucas Estrela, acompanhado pelo percussionista JP Cavalcante, tecladista Dan Bordallo e o saxofonista Daniel Serrão. O desafio dessa mistura, apresentada pela primeira vez no 2º Sonido – Música Instrumental & Experimental, é deixar os artistas livres para criarem ao vivo uma sonoridade que só o encontro possibilita. Botando as suas referências e criatividade a todo vapor, acompanhando o ritmo da pista de dança.

 

E qual deve ser a frequência da festa? Semanal, mensal…?

A ideia é realizar a cada dois meses.

 

Quando vais atualizar e ter set novo no teu soundcloud? 😀

Hahaha em breve! Atualmente estou trabalhando em remixes inéditos, estudando produção de batidas eletrônicas paraenses voltadas para as pistas de dança. Ainda não tenho nenhuma data pra lançar, mas quando tiver pronto, vou disponibilizar em todas as redes pra download.

 

 

SERVIÇO

Batikabum #1

QUANDO: sábado 13/05

ONDE: Studio Garden (Travessa Presidente Pernambuco, ao lado do Studio Pub)

HORA: 22h

QUANTO: Ingressos antecipados a R$ 20 no Studio Pub, na mão de comissários e Sympla (http://bit.ly/batikabum)

 

 

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