O Bar do Parque é a nossa maior instituição boêmia.

Era o local onde todas as saideiras eram permitidas antes de voltar para casa.

Era. Porque há mais de um ano ele está fechado para uma reforma. E pior: pode virar uma lanchonete para a classe média ver.

A licitação da prefeitura de Belém para administração do espaço preocupou o Sindicato dos Hotéis e Bares do Pará, os frequentadores e apaixonados pela vida noturna da cidade.

Ninguém aqui é contra a higienização do lugar. Mas higienização não é eugenização. A assepsia deve ser do local, mas jamais das pessoas, só pra ficar bem na foto e aparecer no Estrelas.

O que a gente quer é que o local permaneça com o mesmo clima boêmio e a fauna noturna que sempre por ali habitou.

Acho que foi o Elias Pinto que disse uma vez que o Bar do Parque é como um coração materno: não recusa os filhos ingratos, vindo de outros bares. E é isso: no local cabe também os turistas, as famílias e quem mais quiser.

A polêmica chegou bem na época do Círio. Período em que o Quiosque recebia uma de suas mais tradicionais festas, a Chiquita. A gente nem sabe se vai rolar este ano.

E era após a festa e antes da passagem da berlinda que o bar fechava as portas em uma das únicas vezes no ano.

A gente espera que ele possa reabrir, breve, melhor, mas com as características que sempre fizeram-no ser o que é.

 

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