Filled Under: Comunicarte
Rock Horror Control
Documentários que exageram e pintam uma faceta mais branda de bandas e artistas existem aos montes. Não é o caso de “End of the Century: The Story of the Ramones”, que será exibido este sábado (15.08), às 21 horas, no lançamento do Cine Rock Clube, promovido pela produtora Control. Na mesma noite, em seguida, rola a festa onde tocarão os DJs Control e convidados.
O documentário mostra toda a carreira da banda, desde a sua fundação até a entrada do grupo para o Rock & Roll Hall of Fame, no ano passado. “Vi o filme… É muito ‘dark’, pesado, triste. Mostra as brigas, os problemas que tivemos com drogas e também os pontos altos, como as nossas passagens pela América do Sul. É bem verdadeiro”, declarou Johnny Ramone na época do lançamento do filme.
Filmado por dois confessos fãs do grupo que praticamente inventou o punk em 1974, Michael Gramaglia e Jim Fields, “End of the Century” traz um Ramones sem retoques, sem eufemismos.
O filme tem imagens impagáveis, como uma cena em que o quarteto, num show no CBGB, briga no palco para decidir que música tocar. Também: Dee Dee sendo esfaqueado na bunda pela namorada junkie; integrantes do Sex Pistols e do Clash assistindo ao primeiro show dos Ramones na Inglaterra, em 1976…
À pergunta se teria sido salvo das drogas e da delinqüência pela banda, o guitarrista Johnny Ramone é seco “Não, não, a banda não me salvou de nada”. Sobre a saída de Tommy, o primeiro baterista, Dee Dee é direto: “Não, pára com isso. Ele não fez muita falta, não”.
O documentário, de cerca de 90 minutos, traz depoimentos de todos os Ramones, mais familiares, empresários e conhecidos fãs, como Joe Strummer (do Clash), além de Debbie Harry (Blondie), Glen Matlock (Sex Pistols) e do jornalista Legs McNeil.
Os Ramones não eram amigos ou uma família; eram um grande grupo de rock. Diz Captain Sensible, do Damned, no filme, sobre um antigo show: “Havia apenas umas 60 pessoas na platéia, mas todas saíram daquele show e formaram bandas”.
SERVIÇO
Rock Horror Control
Data:15/08
Começando com a exibição do filme: “End Of The Century”
Hora: 21h
Preço: De graça
Depois a Festa para os incansáveis!
Hora: 23h
Preço: R$5,00 (a partir das 22h) – Adesivos Control para os 100 primeiros
Local: Boteco Tamandaré (Antigo Comunicarte) – Tamandaré ao Lado do ASLAN
Cervejão: R$ 2,50
No som: DJs Control
DJs Convidados:
Defunto (Dança no Escuro) – Pós Punk, Syntpop
Ian – Pós-punkadaria
Rock para as massas!
Pensando no povão a Control prepara mais uma sacanagem, e agora uma sacanagem com gosto de revolução. Porque depois de mais de um ano batalhando pelos guetos de Belém chegou a hora de desafiar o tradicional esquema, festa, igual putada, igual ressaca. A proposta ainda é o de dançar até o amanhecer mais agora com um pouco mais de classe. Sim, chegou a hora de levar a classe às festas de Belém.
Tudo começa às 20 horas no pub Comunicarte com a exibição do documentário “Joy Division”. A entrada é free para quem quiser aparecer.
O Joy Division teve um tempo de vida curto, mas a mitologia criada em torno da banda não pára de crescer. E o cinema alimenta essa fascinação com filmes como o que rola hoje (25.04) na festa da Control. “Joy Division” repassa a trajetória do grupo de maneira documental.
Meticuloso, o diretor Grant Gee entrevista muita gente envolvida com a banda, como Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris -ex-integrantes-, Peter Saville -designer das capas dos discos-, Paul Morley -um dos primeiros jornalistas a festejar o Joy Division e autor do ótimo livro “Words and Music” (palavras e música), que merecia ser traduzido para o português…
Ao relembrar fatos marcantes da trajetória do Joy Division, Grant Gee coloca Manchester, a cidade-natal da banda, como pano de fundo. O diretor recupera imagens históricas, como do primeiro show do Sex Pistols em Manchester, em 1976, e de apresentações ao vivo do Joy Division na televisão britânica.
A partir de um certo momento, o documentário deixa de ser sobre o Joy Division e passa a radiografar a vida de Ian Curtis, que criava paisagens desoladoras e que ainda permanecem no imaginário da música pop.
Além do documentário, a partir das 22 horas a festa começa pra valer. Com a presença da banda Van Pelts e os DJs Luciana, Kostas e Mayara, diretamente de Macapá, além de uma disputa entre Joy Division x Interpol, comandada pelos DJs da Control.



