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Fosfosol: Show do Fat Boy Slim no Cidade Folia
Na expectativa para a apresentação do David Guetta na próxima quarta (11.01), a gente relembra outro DJ superstar que passou pela cidade. Em janeiro de 2008, Belém entrou na rota da turnê de Fat Boy Slim. O Brasil sempre foi um rostinho feliz no mapa do inglês, mas essa foi a primeira apresentação do DJ na cidade.
A apresentação rolou no Cidade Folia, num domingo chuvoso, com um público que misturava de amantes de música eletrônica a gente que estava ali pela badalação.
Antes de Fat Boy subir ao palco, a noite começou com a DJ Ana Paula, o top paulista Felipe Venâncio e os locais Henry T e Halden Boy.
O DJ internacional abriu sua apresentação com o hit “Praise You”, mas não faltou também “Put your hands for Brazil”, “It Just Won’t Do”, muita careta e pose de gringo doido. Ele me parecia meio cansado – parece que havia tocando horas antes ou no dia anterior em Manaus – e ficou fazendo umas macaquices no palco e em algumas horas sentado. Achei um pouco truqueiro e sem aquela energia do Big Beach Boutique.
Trecho de “Grooves in the heart”, do Dee-Lite, em vídeo gravado pela Mari Jares, do BemBom
Para pa pa pa pa pa para pa pá
Canhoto do meu ingresso. Nem lembrava que tinha custado R$50
Fosfosol: relembrando as noites de Blacksfera
Uma celebração à musica e cultura negra. Assim era Blacksfera, festa que atraía religiosamente um grande e fiel público todas às quartas no saudoso Amnésia. Agregando várias vertentes da black music, como o funk, afrobeat, dub, reggae, samba e dancehall, a festa trouxe artistas como BNegão, o DJ búlgaro Kosta, Tahira, Dubalizer, e o jornalista Alexandre Matias, do Trabalho Sujo, para se apresentarem nos pouco mais de três anos que a Blacksfera durou.
Acredito que um dos grandes méritos da Blacksfera foi o de apresentar esses estilos ao grande público que achava que música negra era só reggae.
Idealizado pela publicitária Dani Sá, a festa tinha ainda como residentes Dom Perna, Gus, Pro.Efx e Guamat. Morcegão também se juntou ao crew depois que Dani foi morarem São Paulo.
E quem dançou, dançou.
Um vídeo com mais algumas fotos e imagens da festa
Fosfosol: Quem dançou nas festas do Eletrolounge?
O início da cena eletrônica em Belém contou com a iniciativa e o esforço de vários projetos que, sem patrocínio e sem o apoio da grande mídia, movimentavam a noite da cidade. O Eletrolounge foi um dos projetos mais bacanas que presenciei na cidade. Dancei em ótimas e inesquecíveis festas que mantinham acesa essência da cultura underground.
Com a proposta mesclar música eletrônica com ritmos regionais, como o Carimbó, por exemplo, o projeto defendia a idéia de que nem só de bate-estaca é vive a cultura da música eletrônica. Por isso, em todos os eventos com a assinatura do Eletrolounge havia palestras, exposições, mercado mix…
Outra característica da festa era a de aproveitar espaços alternativos de Belém, como as históricas festas no Solar da Beira, bem no meio do Ver-o-Peso, ou na Aldeia Amazônica, local onde rolou a festa de um ano do Eletrolounge e que contou com a presença do DJ Julian Liberator, um dos grandes nomes do techno mundial.
Além de Liberator, outros nomes importantes vieram tocar na cidade graças ao Eletrolounge, como Ana Pet, do Pet
Duo, DJ Will e Camilo Rocha, que tocou pela primeira vez na cidade. Rocha chegou a escrever na época: “Fui tocar no Norte, Manaus e Belém, recentemente e achei que o potencial por ali enorme. As pessoas estão empolgadas, bem mais antenadas do que o preconceito sulista pode supor, e famintas pelo novo movimento, muito a fim de fazer parte da grande rede nacional que se forma em torno de DJs, produtores, baladas e boa música digital. (…)
Belém já tem mais sorte ao contar com uma trâfego cultural alternativo estabelecido. Mas a carência na área eletrônica persiste: fui o primeiro DJ de fora da cidade a tocar lá desde 99, quando foi Renato Lopes. A festa, do núcleo Eletrolounge, num casarão tombado no meio do tradicional mercado do Ver-O-Peso, foi até seis e meia da manhã (recorde para a cidade, segundo me contaram). Pois é, Belém viu o peso e adorou.
Impossível falar de Belém e não falar do pessoal do Cotonete, pioneiro em fazer festas na cidade e promover a cultura eletrônica. Até pouco tinham um ótimo programa de rádio, que infelizmente acaba de ser limado pela FM hospedeira. Benjamin Ferreira, DJ do Cotonete, é um dos maiores conhecedores de música (dos anos 70 até hoje) com quem trombei nos últimos tempos.
O pessoal movimentando as coisas nessas cidades abraçou a causa de verdade. Claro que gostariam de viver disso, mas por enquanto é impossível, já que se batalha contra ignorância, preconceito e falta de verba, entre outros obstáculos. Estão fazendo tudo por amor mesmo.”
Fosfosol: Perfil do DJ Albery
DJ, publicitário, produtor, empresário…Albery Rodrigues está sempre cheio de ideias e constantemente envolvido com vários projetos, tipo todos-ao-mesmo-tempo-agora. Foi ele quem criou o Belrock, abrindo espaço para bandas de rock paraense. Outro projeto que surgiu da mente de Albery foi a festa Tuntz, que trouxe pela primeira vez a Belém nomes como Mau Mau, Anderson Noise e Mixhell, que retorna neste sábado (28.05) para uma versão indoor da Tuntz, no Cabaret.
Por isso, a gente relembra uma entrevista de 2004 que o Albery deu para o Amazônia Jornal (como ainda era chamado naquela época). Confere aí:
clica na imagem que fica melhor para ler
Relembrando Babeth Taylor
Gargalhadas eram ouvidas do lado de fora do Go Fish!, primeiro bar gay friendly da cidade. Era a primeira vez que eu ia ao lugar e as risadas me chamaram a atenção. O motivo? A talentosa Babeth Taylor com suas performances hilárias e provocantes. A acidez nas afiadas piadas, a ironia, o duplo sentido e o escracho faziam parte de seu repertório. Acompanhada da Banda Bagaço, Babeth subia ao palco em vestidões, meias-calças, saltos altíssimos, maquiagem pesada, piscando imensos cílios postiços em performances de dublagens e esquetes de humor tão únicas que arrebatavam fãs a cada final de semana. Era um verdadeiro desbunde numa época em que a chamada “cena gay” de Belém (e do Brasil) começava engatinhar em busca de visibilidade.
A gente convidou algumas pessoas para relembrar a diva Babeth Taylor:
Pra quem não a conheceu, como você explicaria quem foi Babeth Taylor?
Peter era um cara extremamente generoso. Babeth, seu personagem icônico era uma abusada, humor refinado e cortante. Uma luz que brilhava na noite de Belém.
Como você a conheceu? Qual era sua relação com ela?
No Go Fish, primeiro bar assumidamente “gay friendly”em Belém. Eu era uma das donas. Antes disso, lembro de ter visto um show em algum lugar.
Qual sua maior/melhor lembrança dela?
Todas. Quando uma amiga escondeu uma peruca querida da Babeth, do espetáculo da Hebe, o da Branca de Neve foi impagável. Das risadas na madrugada na cozinha do bar; das cervejas nos dias que não rolavam show; dos concursos nas boates gays, enfim…muitas e sempre boas lembranças.
Por que Babeth ainda é lembrada até hoje?
Porque ela foi única. Quem faz o que ela fez? Ninguém. Ela sabia misturar a magia das drags, humor, sátiras e críticas sociais no mesmo palco. E mais que isso, porque Peter era um cara de muitos amigos e de um coração gigante. Quem podia fazer Babeth se não fosse o próprio?
Se Babeth estivesse viva….?
Deixaria nossa vida – e a noite desta cidade- muito mais cintilante e deliciosa. Saudades eternas de Liz Babeth Taylor.
Adelaide Oliveira – Jornalista
Pra quem não conheceu, como você explicaria quem foi Babeth Taylor?
Tudo de irreverente, de humor, de absurdo havia em Babeth. Peter, a pessoa que dava vida à Babeth, era inteligente no palco e fora dele. Tinha um humor absurdo e era muito rápido nas repostas com o público nos seus shows.
Por que Babeth é lembrada até hoje?
Ela era muito boa no que fazia. Criava esquetes hilárias, tinha grandes idéias. Lembro quando ela criou as Barbeths, uma referências às bonecas Barbies, só que de etinias diferentes, uma negra, uma índia….
Se Babeth estivesse viva….?
Hoje Belém não tem mais shows como os de Babeth. São triviais, ficam só naquele bate-cabelo. Babeth estava mais para Dzi Croquetti. A noite, com certeza, iria estar mais interessante e agradável.
Chico Vaz – Ator e ex-integrante da Banda Bagaço
Pra quem não a conheceu, como você explicaria quem foi Babeth Taylor?
A Babeth foi um personagem criado por Peter que subverteu a lógica do tipo de show de drag queens em Belém e particularmente, nunca vi nada igual aos shows da Babeth. Ela era crítica, fazia uma ironia fina a respeito da sociedade, dos contos de fadas, dos personagens da TV. Sintonizada em seu tempo, discutia cidadania, respeito, questões de gênero com muito humor. Não era como essas personagens que vemos muito por aí, “batendo cabelo” e falando besteiras e futilidades. Ela brincava, sim, fazia humor, mas era densa, inteligente. Coisa rara de ver hoje. Para mim foi um privilégio conviver por quase dez anos com ela e sua trupe.
Como você a conheceu? Qual era sua relação com ela?
Conheci no Go Fish, bar antenado e underground de Adelaide Oliveira, Beto Guimarães e Carlos Ribeiro. Por lá circulavam de políticos, personalidades púbicas, artistas até figurinhas da noite. Muita coisa de bacana, desfiles, shows, mostras relacionadas à cultura e moda ococrriam lá. Em meio a isso, Babeth e a Banda Bagaço animavam e surpreendiam. Fiquei surpreso com seu humor e inteligência. Passei a fotografá-la para a pesquisa de mestrado de Izabela Jatene e depois não consegui parar, fotografando-a até o final de sua vida. Tínhamos uma relação muito amistosa, de afeto e respeito.
Como foi fotografá-la? Do que você mais recorda?
Não fotografei Babeth em um único momento, foi um projeto desenvolvido ao longo de anos. Era uma relação de cumplicidade, confiança e respeito. Babeth sabia que estava documentando uma época, dentro de um ambiente que estava começando a aparecer, sair do gueto. Ela respeitava muito meu trabalho e era uma companheira de trabalho, me permitindo fotografar tudo e como eu desejasse.
Foram muitos momentos, alguns divertidos, outros tensos, alguns inesquecíveis, como em um aniversário meu, em que Babeth e sua trupe me fizeram subir no palco com elas, fantasiado. Foi muito carinhoso e especial.
Por que Babeth ainda é lembrada até hoje?
Muitas pessoas na noite lembram de Babeth, mas como esse universo é muito volátil, muitas pessoas novas não tem a dimensão de sua importância política, histórica e da diferença que sua presença e carisma fez no ambiente da noite e da diversão. Como sua atitude positiva, Pete, a pessoa por trás do personagem Babeth, tinha uma atitude, fez com que a cena noturna tivesse visibilidade. Babeth se apresentava em eventos no shopping, por exemplo. Abria espaço na sociedade em uma época em que as pessoas se escondiam. Quebrou com preconceito, ativou o orgulho na diferença e rompeu barreiras. Se hoje a cena da noite e a cena gay em Belém é muito mais relax, certamente Babeth contribiu para que houvesse um pouco mais de aceitação.
Se Babeth estivesse viva….?
Ah! Certamente seria muito mais animada, sofisticada e irônicamente inteligente. Não teria espaço para nenhuma outra!
Orlando Maneschy é artista, curador e professor universitário. Tem orgulho de ter sido amigo e fotografado Babeth
Após três anos, festa Secret Vision retorna este sábado
Após três anos de descanso, acontece neste sábado (07.05) a segunda edição da festa open air Secret Vision. “Esse tempo foi muito importante para o amadurecimento de novas e antigas idéias e, principalmente, para organização geral do evento”, dizem os organizadores.
Com o apoio do núcleo Tierra Progresiva, a festa vai contar no line-up com boas atrações, como o inédito em Belém Crystall Live, o projeto de psy Xpiral Live e o DJ Aseel Swami, de Goiânia, que já se apresentou em alguns dos maiores festivais do país.
Completam o line, os DJs locais Roy, Dourado, Marcelera, Wanessa Lid, Gio, Thunder, Lincoln, Tinick, Tizil, Iacy e Bokaum.
Momento Fosfosol: A primeira edição da Secret Vision foi uma PVT que aconteceu em agosto de 2008 e reuniu cerca de 400 pessoas. As atrações principais da festa foram o live do Silent Enemy e com o DJ mineiro Gabriel Solution. Dos locais que tocaram na festa estavam os DJs Robin, Coyote, Thunder, Rogério Lima, Lovetronics, entre outros. Olha o flyer aqui.
SERVIÇO
Secret Vision
QUANDO: Sábado (07/05)
ONDE: Benfica
HORA: 17h
QUANTO: R$25 até 6 de maio. Na hora, R$30.Pontos de Venda: lojas W249 e Wilbor Bong
Fosfosol: Bote GO!
Na noite de Belém, todo mundo sabe, os lugares são efêmeros, de vida curta. Duram uma ou, no máximo, duas estações. De repente um lugar novo surge e bomba, todo mundo migra pra lá, mas, logo, logo, vem outro que rouba os clientes do anterior e se consagra na preferência popular, seguindo o ciclo cruel de vida curta das casas noturnas. Poucos são os lugares que se mantém (ou mantiveram) com clientela cativa por vários anos. Foi o caso da Boate GO!, que funcionou no início dos anos 2000, ali na Piedade, onde é hoje a Zeus (?).
Lembro que a inauguração foi uma loucura. TODO mundo queria ir. A boate vinha suprir uma lacuna nos clubes gays deixado com o fim da Guetto.
Nos primeiros meses, Abraão Ferreira fazia as vezes de promoter da boate. Quem nunca fez o truque de ir às lojas do Iguatemi atrás de cortesias para entrar de graça?? Outro truque era chegar cedo e ficar bebendo na Casa Porto ou na Casa Veneza, os depósitos de bebida que ficam na esquina, e entrar na boate colocada (ou até a hora válida para entrar com a cortesia).
A casa tinha o comando do Marcelo Alves, o DJ Rogério Lima como residente, mas recebendo convidados a cada noite, a cada festa. Tinha também a Lili Maçaneta, “A Rainha da Chuleta”, que era praticamente a cara da boate: fazia as vezes de hostess, fazia shows, apresentava e ainda cuidava da chapelaria.
As maiores drags do país subiram ao palco da boate, como Silvetty Montilla, Veronika e Léo Áquila, que batizou em uma das noites a drag local Glenda Áquila.
Como esquecer do tributo à Cássia Eller, que a Yara Mê fez por meses, anos e ninguém agüentava mais, ou do dia em que a Shaula quebrou o teto da boate em uma apresentação, ou do dia que um cano de água estorou no dark room e alagou a boate inteira??
Uma pena que hajam poucos registros dessa época e que maioria esteja apenas na memória de quem os viveu.
Flyers de algumas festas
Com a cortesia dava pra entrar de graça até 1h. Era a correria
Capa e as músicas que faziam parte do CD lançado pela boate. “No more drama” tocou pencas!!
Fotos (analógicas kkk) de algumas noites na GO!
GAP reload na estreia da noite Mandala Tronics
Há oito anos, surgia a GAP (Goa Amazon Project), núcleo que ajudou a estourar a cultura do trance psicodélico em Belém. Responsável por festas incríveis como a GAP 5 ou aquela em que o GMS não veio, a GAP faz um reload neste sábado (02.04), no Porto Mandala, dentro da estreia do projeto Mandala Tronics.
Nesta primeira edição, dois membros do núcleo assumem as pick-ups. O primeiro é o DJ Felipe Proença, um dos fundadores da GAP e um dos integrantes do Machines of Shiva. Com uma boa base musical – estudou piano e violão no Conservatório Carlos Gomes – Proença é especialista em sets de psy sem paradas para respirar, com batidas aceleradas e sintetizadores prontos para ralar qualquer ouvido daqueles que adoram grudar na caixa de som.
A outra atração da noite é o DJ Albeniz Neto, outro nome que sempre esteve presente nos line-ups da festas de trance da cidade. Como produtor musical, há algum tempo ele vem trabalhando nas vertentes nigth-full on/dark-full on, estilos que domina e que vão estar presentes no seu set.
A fritação ainda contará com a participação do novíssimo projeto áudio-visual do Albeniz, o 2Mask Live, no qual ele toca junto com VJ Rodrigo Sabbá.
O ingresso custa R$10 e o Porto Mandala fica na Siqueira Mendes, próximo à Praça do Carmo.
Fosfosol: Hartmut Kiss e Christian Fischer em festa do Cotonete
Em setembro de 2002, os DJs alemães Hartmut Kiss e Christian Fischer foram as atrações do projeto Aerólito, que o coletivo Cotonete realizava na cidade oferecendo ao público Techno.
Essa foi a primeira vez que DJs internacionais tocavam em Belém, que crescia sua cena eletrônica.
Abaixo, um texto da Jamille Pinheiro publicado no Rraurl contando um pouco da festa:
O último evento do Cotonete, grupo que desde 1999 divulga a música eletrônica em Belém, rolou no dia 14 de setembro e lotou o Zeppelin Club. Foi mais uma edição do projeto Aerolito, que esporadicamente oferece aos paraenses a oportunidade de ouvir bom techno e hard techno.
Benjamin, DJ residente do Cotonete, abriu a festa na pista principal para os convidados da noite, os sempre simpáticos DJs Hartmut Kiss e Christian Fischer, de Leipzig, Alemanha. Os DJs Ricardo Moebius e Emanoel Junior cuidaram do lounge – downtempo, house e vertentes.
A apresentação dos alemães rolou dentro da turnê Global Control. O nome da turnê é esse por causa do Global Control EP, um dos próximos EPs do selo de Christian Fischer. Pra quem ainda não sabe, o nome do selo é Definition, lança produções de nomes como Ade Fenton, Slobodan, Asem Shama, Thomas P. Heckmann e Rino Cerrone, e já freqüenta cases de brasileiros como Murphy, Ana & David, Spiceee e Renato Lopes. Aqui no Brasil, a Global Control tour passou também pelo Rio (Friendship) e por São Paulo (Circuito, The Club e A Lôca).
Foi a primeira vez que Belém recebeu DJs gringos, portanto a recepção do público e da imprensa em geral foi bastante calorosa e entusiasmada. Os alemães também visitaram a Rádio Jovem Pan Belém, para entrevista e transmissão de sets. Foi em Belém, inclusive, que Christian e Hartmut ganharam uma bandeira do Brasil, que foi assinada pelo público e pelos amigos que Christian e Hartmut foram encontrando pelo caminho em todas as cidades brasileiras que visitaram. Belém é mais uma cidade brasileira com uma cena caminhando à consolidação!
Fosfosol: O dia em que o GMS não veio
24 de outubro de 2004, véspera de um feriado, e a expectativa e a ansiedade do público eram grandes pela primeira apresentação do GMS em Belém. Mas Bansi (GMS) e o U-Men (120 Mics) perderam o vôo, deixando a turma da GAP, que organizou a festa, sem tempo hábil nem para pensar em algum substituto.
A decepção pela ausência dos caras foi substituída pelas performances dos DJs locais que mandaram muito. Entre eles, Desaix, Albeniz, Chubby, Emir, Daniel Leite e Machines of Shiva.
A estrutura oferecida pela GAP fez com que o público entendesse que, pelo menos desta vez, os “vilões” da história não eram os organizadores, e sim os artistas que cancelaram seus compromissos com cada um dos cerca de 1000 pagantes da festa, que esperavam vê-los e ouvi-los ao vivo.
O furo acabou reforçando uma tendência que a cena trance paraense (e nacional) vêm tomando, que é a da valorização dos artistas nacionais, acabando ao poucos com a dependência de um gringo para atrair público a uma festa.
Nas fotos, o registro da apresentação do Machines e Leite e Emir.














































