Filled Under: hedonismo

Filme Balada: Velvet Goldmine

velvet goldmine Filme Balada: Velvet Goldmine

O filme é um grande feito sobre o glam rock e, consequentemente, da cena glitter dos 70. Mostra um repórter tentando investigar, nos anos 80, o paradeiro de Brian Slade (Jonathan Rhys-Meyer), astro andrógino do rock totalmente inspirado em David Bowie na fase Ziggy Stardust e Aladdin Sane. O longa é uma aula de como nasceu o glitter, com seus meninos e meninas completamente iguais, nas roupas, nos penteados e na maquiagem. Se a filosofia de paz e amor dos hippies era uma reação à realidade vigente, o glam ia além: pregava a criação de uma outra realidade, de um mundo andrógino, hedonista, pansexual e libertário, um mundo sem doutrinas ou regras. Valia tudo, homem com homem, mulher com mulher, qualquer coisa. Como as melhores músicas do gênero, o filme é contado como se fosse um sonho, em sequências fragmentadas, sem ordem temporal dos fatos. A trilha sonora é de primeira, que utiliza músicos atuais do britpop criando canções com a cara do pop de 1972. Velvet Goldmine é um videoclipe gigante, uma declaração de amor ao “glam rock” e a uma época de quebra de barreiras morais e de comportamento.

Filme Balada: Os Últimos Embalos da Disco

ultimos embalos da disco poster01 Filme Balada: Os Últimos Embalos da Disco

“The Last Days of Disco” (1998) narra a difícil tarefa de duas garotas em encontrar o amor quando o movimento musical e de estilo que move o círculo de amizades delas segue firme a trilha da decadência. Em Nova York, no´início dos anos 80, a era disco está chegando ao fim. Charlotte Pingress (Kate Beckinsale) e Alice Kinnon (Chloë Sevigny) são recém-formadas e trabalham em uma editora. À noite, procuram novos amores nas pistas de dança. O filme é sobre pessoas que viviam numa época em que, acreditavam, o status social ideal estava intrinsecamente ligado às boates que as aceitassem como frequentadoras. Estudaram em boas escolas, tinham bons empregos e seguiam as regras ditadas pelas revistas de costumes da Nova York de então. Mas isso tudo era lixo se elas não se davam bem no “Clube”, cujo nome não é mencionado, mas que era o Studio 54.
Mas falta ao filme o que sobrava nas discotecas: alegria. E marcou uma época em que o hedonismo e a dança foram marcas registradas. Em um dos poucos momentos bacanas do filme está o episódio considerado por muitos como o que marca o fim da disco music, quando a população americana resolveu queimar os vinis em um estádio e gritaram “disco sucks” (a disco é uma merda) em uníssono.
Esta encruzilhada jovem e satírica tem na trilha sonora de Chic, KCand The Sunshine Band, Andrea True Conection e Alicia Bridges.

Contra a crise, diversão!

night Contra a crise, diversão!

Como um monstro horrendo, a crise econômica mundial chegou representando todos os males do mundo. A quebradeira financeira já ferrou com os bancos, com multinacionais, com os BRICs antes inatingíveis e com vários aspectos da vida cotidiana. A quantidade de desempregados está crescendo, o dinheiro é escasso e os projetos culturais e de patrocínio vão por água abaixo. A TIM, por exemplo, resolveu acabar com o TIM Festival, e o Skol Beats não rolou em abril, como todos os anos.
Os hormônios instáveis dessa crise elevam o dólar para cima e para baixo, e mesmo não sentindo a crise tão forte aqui no Brasil, ela está no meio de nós.
Mas será que as pessoas deixaram de sair à noite? Será que estão consumidos menos? E os produtores de festas de música eletrônica estão conseguindo trazer DJs internacionais para as festas? Para tentar descobrir algumas dessas respostas e saber mais da relação entre a crise e a noite, conversamos com alguns proprietários de boates e produtores de raves. E se a realidade, de fato, assusta, uma constatação repetida soa obvia e otimista: no auge da crise, as pessoas acabam saindo mais.
“Para mim a crise não trouxe dificuldade alguma”, afirma o DJ e produtor de festas de música eletrônica Marcelo Frazão, o Marcelera. “O aumento do preço do dólar foi quase insignificante e os próprios DJs se viram obrigados a baixar o valor do cachê para poder tocar”.
Ele, que é um dos idealizadores e o único a frente do Tierra Progresiva, festa private que acontece no próximo dia 25, com a presença do DJ Octavio Forza, do México, diz que a proibição de festas eletrônicas em algumas capitais da região sul-sudeste do país fez com que os DJs internacionais procurassem tocar em cidades do interior e outras capitais longe do centro-sul.
O principal problema que a crise trouxe, segundo Marcelera, foi a dificuldade em conseguir apoio e patrocínio de grandes empresas para as festas. “As empresas não estão querendo apoiar festas e, quando apóiam, cobram um retorno imediato. Por isso, criatividade, flexibilidade e busca de parcerias também são muito úteis em tempos difíceis”, diz.

Crise aqui, não!
Quem sai pela noite de Belém pode se perguntar: que crise? O tradicional bairro do Reduto, um dos principais pontos da boemia paraense, faz justiça à fama botequeira e resiste bravamente – à base de muito chope e cerveja – a qualquer tentativa de processo recessivo. Desde o início do ano, o bairro ganhou novos bares e uma boate. “Sem crise, com crise, todo mundo come e bebe, não tem jeito”, diz Marcus Vinicius, gerente do Malícia Pub.
Tanto é que a casa inaugurou este mês uma choperia, anexo à boate. Se o investimento assusta em tempos de crise? A resposta é não. “Nem chuva deixa as pessoas em casa. Com ou sem crise o pessoal vem mesmo”, garante.
Fora da região do Reduto, a boate The Box – que sempre tem DJs nacionais como atração – também não viu a crise chegar. “Até agora a crise não me tirou um cliente”, afirma o gerente da boate, Marcelo Pinto. “Não foi necessária nenhuma mudança brusca, aumento de ingresso, nenhuma demissão, nada disso. As pessoas continuam sempre em busca de entretenimento”, diz.
Segundo ele, em tempos de vacas magras, alugar DVD e comer pizza em casa, no sábado a noite, são as opções de quem quer economizar. “As pessoas tendem a se esconder em tempos econômicos difíceis, e toda a indústria do entretenimento acaba sofrendo o golpe. Porém, ainda não sentimos isso. O que percebemos é que as pessoas querem mais é festejar e curtir”.

I Love the nightlife

Noite s.f. 1. Tempo que transcorre
entre o ocaso e o nascer do sol,
em determinado lugar da Terra,
de outro planeta ou de um satélite.

Essa é a definição do Houiss, mas para mim noite é mais que isso. É escapismo e hedonismo em estado bruto.

E é sobre as notícias, fofoca, luzes, músicas, personagens, cultura, bafons e bafos da noite belemense que trata este blog.

Se joga!