Filled Under: party people
DJ e produtor Julio Torres conta o que o Dexterz está preparando para o @Summerlivefest
Para embarcar na mistura de música eletrônica e notas sofisticadas do violino e da bateria e percussão do projeto Dexterz basta desprendimento, ouvidos abertos e vontade de dançar.
Sob a batuta do DJ e produtor Julio Torres e dos músicos Amon e Junior Lima, o Dexterz é uma das atrações do Summer Live Festival, que acontece hoje (04.05), no Hangar.
Conversei com o Julio Torres que contou o que o grupo está preparando para a noite.
Você esteve aqui recentemente com o Crossover. Qual sua lembrança daquela noite? Como foi a receptividade do público de Belém?
Belém é sempre especial de tocar. Fizemos um set muito divertido e o público se envolveu rapidamente, foi ótimo.
Como aconteceu esse encontro do Dexterz, já que vocês vêm de meios musicais diferentes?
Começou de forma bem despretensiosa. No final de 2008, o Crossover foi convidado para se apresentar no Cool Awards, em São Paulo. Nós já éramos amigos do Junior e tínhamos vontade de fazer um som juntos. Como era um evento de premiação, aproveitamos a oportunidade. O público gostou muito e a gente também. A partir daí, tivemos muitos pedidos de apresentações por todo o Brasil. Foi então que resolvemos montar o projeto oficialmente.
No Dexterz há a fusão do eletrônico com o orgânico. Vários projetos na cena eletrônica estão se arriscando nessa linha. É uma tendência ou pode ser o futuro da música eletrônica?
Acho que é uma tendência sim, mas arrisco dizer que, apesar de vários projetos arriscando nessa linha, nem todos tem o cuidado devido com a qualidade sonora. De qualquer forma, isso é normal para um cenário em crescimento como o nosso e com certeza muitos outros projetos virão, resta saber se com a preocupação de mostrar boa musica e qualidade de som.
Vocês lançaram o single de “I Like it” que vai estar no primeiro CD de vocês. Como o público tem recebido a faixa? Vocês estão experimentando tocar nas pistas outras faixas que estarão no CD?
A recepção do público foi incrível! Chegamos ao segundo lugar mais vendido no iTunes Brasil no geral, entre Michel Teló e David Guetta! Rs. A faixa já tem mais de 60 mil views no YouTube.Sobre as outras faixas do álbum, ainda estamos experimentando, e com certeza será um belo disco.
Manda um alô pro público de Belém e o que eles podem esperar do show.
Pessoal, como sempre será um grande prazer passar por Belém! Esperamos vocês nessa super festa, que garanto que será inesquecível.
SERVIÇO
Summer Live Festival
QUANDO: Sexta 04/05
ONDE: Hangar
QUANTO: R$30 (pista) // R$80 (área vip)
PONTOS DE VENDA: Lojas Chilli Beans e Ice Bode Doca
Quer saber tudo sobre a Back To Pandora? O @saulofigueiras conta
Prepare-se para conhecer o incrível universo de Pandora. Neste sábado (05.05), a produtora Mutia vai realizar seu segundo evento de música eletrônica underground chamado #Back To Pandora. O tema desta edição é o filme “Avatar”, de James Cameron. Cenários e performances teatrais baseados nos NA’VIs darão o clima e a ambientação da festa, que terá como atrações principais os DJs Rica Amaral, o israelense Atomic Pulse e a banda paulista Filosofia Reggae.
“O visual psicodélico do planeta Pandora é incrível e podemos replicá-lo de maneira muito fiel usando nossa própria vegetação amazônica, tintas fluorescentes e acessórios eletrônicos de fibra-ótica”, conta Saulo Figueiras, um dos produtores da festa ao lado de Ricardo Carvalho “Fofuxo”.
Aproveitei para trocar uma idéia com o Saulo e saber tudo o que eles estão preparando para a noite. E além desta edição, ele já adianta o que vem por aí. Saca só:
O que mudou da primeira festa para esta? Há quanto tempo vocês estão trabalhando nesta edição?
Além do tema, é claro, a gente ganhou muita experiência em todos os sentidos. A comunicação com o público está mais direta do que nunca. O cenário também ficará mais próximo da plateia, assim como o DJ. Pra você ter uma ideia, a distancia entre o DJ e a galera não será maior que 1,5 metro. A escolha do tema do filme AVATAR aconteceu ainda no ano passado. A EL Dorado foi a primeira opção na época, até porque já mirávamos neste ano o fim do mundo, mas o universo do planeta Pandora era uma ideia que todos na equipe apoiavam. Cada tema tem que ser escolhido levando em conta a viabilidade de desenvolvimento e financeira, claro. Detalhes como matérias primas e o look geral mesmo da onda. Faz quase 5 meses que estamos juntando matérias primas. Parece um quebra-cabeças gigante, que vamos colecionando as peças à medida que encontramos um fornecedor ou produtor que possamos pagar/comprar.
O que vocês estão preparando e que podes adiantar?
O Rica Amaral está preparando um long set de comemoração de 15 anos de carreira. Até onde a gente sabe, ele vai fazer essa onda primeiro em Belém, já que esse aniversário acontece agora em maio também. O Tamir (aka Atomic Pulse) tem falado com a gente direto pelo skype e já tá por dentro de todo o conceito da festa. Ambos chegam no sábado, as 14h, então teremos tempo de sincronizar suas apresentações com as performances teatrais que estão sendo preparadas.
Conta um pouco sobre as atrações. Como vocês chegaram a esses nomes? Quem tu destacarias?
Hoje, negociar uma atração underground de música eletrônica pra Belém é sempre um desafio. Não pode ser tão under que só os experts conhecem, nem pode ser tão pop, porque nossa grana ainda não cabe. Falando da pista Pandora, que é a de eletrônica, o Rica, apesar de já ter vindo várias vezes em Belém, é uma escolha segura, que garante bilheteria e agita muito. Já o Atomic, que é menos conhecido em Belém, mas lá fora é totalmente consagrado, foi uma oportunidade que surgiu através da diretoria do próprio African Bar, que estava planejando uma festa mista neste mesmo dia. Para não quebrar o público, fizemos uma parceria com essa casa, que se comprometeu a reformar todas as suas instalações para a nossa festa. Tanto a parte externa como interna. Na pista Zion, a banda Filosofia Reggae também foi escolha do próprio Faridinho, proprietário do African. Ele saca muito de reggae e conseguiu essa data na agenda destas três meninas paulistanas que encantam todo mundo com a letra das suas músicas.
E em relação à cenografia e performances, um dos diferenciais da Mutia. O que já podemos saber?
O palco do Arena African mede aproximadamente 12m de largura e tem quase 10m de profundidade. Vamos aproveitar 3,30 metros dessa profundidade toda, senão os custos ficariam surreais. Mesmo assim, são ainda cerca de 40m2 de décor toda preparada pra esse evento. Usaremos folhas naturais e artificiais, tecidos, árvores de fibra de vidro, bugingangas eletrônicas da china, muita luz negra e outros efeitos especiais. Em termos teatrais, basicamente teremos uma performance mais complexa, que envolve um boneco marionete gigante, imitando aquele pássaro sagrado chamado Turok e outras aparições dos NA’Vis em momentos estratégicos, sempre em cima do palco, que é onde representaremos a floresta do Planeta Pandora. Existem duas equipes por trás disso tudo. Uma é do famoso grafiteiro Roberto Pamplona e a outra é do Studio de Make-up de Nelson Borges (www.borgesmake-up.blogspot.com.br). De resto, só posso te dizer que o cenário é impressionante.
Como vai estar a estrutura da festa (pista, banheiros, bares..) para garantir conforto e segurança do público?
Como eu expliquei anteriormente, uma das nossas exigências pra fazer a #B2P lá no African foi a reforma da casa. Se você observar, antes mesmo da nossa festa, o Faridinho já estava empenhado nisso. Não sei como ele conseguiu, mas a prefeitura reformou toda aquela área em volta do African. Todas as luzes da praça foram trocadas. Todas as ruas, todas mesmo, foram asfaltadas. A viatura de polícia agora está todas as noites na Gaspar Viana, esquina com Assis de Vasconcelos. A galera vai ter uma grata surpresa. A pista Zion, onde vai rolar o reggae, ganhou um deck elevado completamente novo, quase na altura da copa das árvores. A parte externa, onde vai ser a pista Pandora, além do mega-palco, ganhou um novo tapume de alumínio, banheiros químicos, a grama foi reformada e aparada e as árvores podadas para ficarem mais vistosas. Outro detalhe importante é que a equipe de seguranças é nossa, da Mutia, organizada pelo Mamed, que é o chefe de segurança que fez todas as festas da Xuxa tinha Razão. São seguranças treinados, acostumados com nosso público. Uma equipe de confiança, mesmo.
Qual a maior dificuldade de quem produz um evento como este? E a maior alegria?
A venda de ingressos antecipados é sempre o maior stress. Fizemos nesta edição uma novidade no segmento de eletrônica underground que foi o ingresso DOUBLE. São dois ingressos, vendidos a preço promocional, juntos. Conseguimos uma boa resposta do público até agora, mas ainda não o ideal. Amanhã, dia 03/05 faremos uma última promo, chamada BLUE DAY, onde esse ingresso Double custará R$ 35. Quem não comprar amanhã, vai pagar R$ 30 no dia em apenas um ingresso. Acho que a maior alegria é quando a galera diz que já compraram seus ingressos, eheheh Outra coisa muito legal são as fotos e memes que a galera tem postado na fan page (www.facebook.com/mutiaorg) e no perfil oficial da festa (www.facebook.com/backtopandora). A estas pessoas, nosso mais carinhoso obrigado. São nossos defensores da marca e que, na medida do possível, estão ganhando camisa oficial da festa ou a pulseira para ter acesso ao backstage e conhecer os artistas.
Há chances de termos outra edição da Mutia ainda no segundo semestre?
Com certeza. Anote ai: EL DORADO – ATÉ O FIM DO MUNDO!
SERVIÇO
#Back To Pandora
QUANDO: Sábado 05/05
ONDE: African Bar
QUANTO: Single R$25 // Double R$45. Na hora Single R$30
PONTOS DE VENDA: Top Line Tabacaria (Boulevard, Pátio Belém e Castanheira), Lojas Ná Figueiredo (Gentil e Estação das Docas), Loja W249 (Gentil esquina com Generalíssimo), Jokerman Belém (Rua 28 de Setembro, 619 – Reduto)
LINE-UP:
PISTA PANDORA
• Coyote
• Eric Bordalo (Bazinga / Dharma)
• Dyo (Mutia / Xuxa Tinha Razão)
• Lovetronics (Undergroove)
• Rica Amaral (XXXperience)- LONG SET
• Atomic Pulse – LIVE SET
• Lincoln (Mutia / Xuxa Tinha Razão)
LINE-UP – PISTA ZION
• Banda Tomarock
• Banda Reggaetown
• DJ Felipe Ledo
• DJ Vitor Pedra
• DJ Nonato Computer
• DJ Karpov Roots
Festonna! Site Madonna Online promove festa para divulgar novo álbum da cantora
Fã que é fã da Madonna no Brasil conhece o Madonna Online. O site é a principal fonte de informação para quem acompanha o trabalho da cantora. Desde 2005, o Madonna Online, em parceria com a Universal Music, promove festas oficiais em diversos clubes para divulgar cada novo álbum da rainha do pop. Embalado pelo recém-lançado “MDNA”, Belém entrou no roteiro de festas e terá a primeira edição da Festonna neste sábado (14.04), na Hache.
O criador do site, o designer Rafael Augustto, também assume as pick-ups da festa com um set que contempla todas as fases da artista, desde quando ela era uma material girl até se tornar uma girl gone wild.
A ferveção conta ainda com os DJs residentes Rogério Lima, Elder Nylander e John W.
Antes de você se jogar na pista pra cantar em coro “L.U.V Madonna!!”, confira a conversinha que eu tive com o Rafael Augustto e o que ele está preparando para a noite. Mas já adianta: “Tem que chegar cedo para não perder!”.
Essa vai ser a primeira edição da Festonna em Belém. Tá animado? Como surgiu a ideia/convite de vir tocar aqui?
Muito animado! Recebo muitos e-mails do público do Norte e Nordeste que pedem por uma festa temática da Madonna, pois atualmente a FESTONNA só tem mais edições em SP-Rio. Com o lançamento do MDNA pude viajar para diversas outras cidades que nunca receberam a FESTONNA e tem sido muito bacana ver os fãs se divertirem.
No teu set costumas visitar todas as fases da Madonna? Qual a tua preferida?
Sim, o set é uma viagem pela carreira toda dela. Difícil eu escolher uma favorita, são tantas! Uma que nunca posso deixar de tocar é Vogue versão da Sticky & Sweet tour.
Além de Madonna, o que mais compõe teu set? Queridinhas e apadrinhadas da cantora, como Kylie, Britney e mais recentemente a Nicki Minaj, também fazem parte da tua seleção? Quais delas você mais gosta?
Nesse set especial para a FESTONNA MDNA tem só Madonna, mas Britney, Kylie e Rihanna costumam aparecer também. Dentre essas, gosto mais da Kylie.
Por que Madonna agrada tanto ao público gay?
Porque ela gosta de ir além, de quebrar barreiras, de fazer o que tem vontade. E o público gay já sofre um preconceito desde o início, gostaria de se libertar, de falar e se comportar como quer. Madonna parece dar voz a algumas das passagens que o gay percorre até se sentir “liberto”.
Em São Paulo você também é residente da festa Poperô, que toca hits e house dos anos 90. O resgate e festas dos anos 80 já deu? Rsrsrsrsr
De jeito nenhum!! Toco muitos hits dos anos 80! É que tem tanta música boa nos anos 90 que seria uma injustiça eu fazer uma festa só dedicada aos 80s. Na verdade a POPERÔ abrange músicas das décadas de 80, 90 e 00s. É uma coleção de hits clássicos, sem apelar para o trash. É divertidíssima!
O que você achou do MDNA? Quais as faixas do disco você destaca e as que mais gosta?
Fiquei supreendido, pois o primeiro single, Give Me All Your Luvin, eu não tinha gostado muito. Felizmente o álbum vai para um lado bem diferente dessa faixa e todas as canções são bem distintas, cada uma com o seu “DNA”. Particularmente gosto da Madonna sofrida, rancorosa, chorosa. E nesse álbum, Falling Free e I Fucked Up eu simplesmente amo. Claro, não tem como não gostar da genialidade da teatral Gang Bang!
A Festonna já teve edições do lançamento do MDNA em outras cidades. Como o público tem recebido as novas faixas na pista e o que o público de Belém pode esperar da festa?
O álbum é dedicado às pistas, com uma sonoridade nova, moderna e letras pessoais. Madonna voltou e está sendo ela mesma, desbocada e criativa, do jeito que os fãs queriam. Os fãs de Belém poderão conferir uma Festonna que vai relembrar os maiores hits da carreira e as faixas mais poderosas do MDNA. E tem ainda uma surpresa imperdível na abertura do meu set! Tem que chegar cedo para não perder!
SERVIÇO
Festonna
QUANDO: Sábado 14/04
ONDE: Hache Club – Boulevar Castilho França, 648
QUANTO: R$20 (pista/nome na lista até 01h30), R$25 (pista até 01h30), R$35 (camarote até 01h30)
Drunk Disco vai esquentar a temperatura na Meachuta House Party
Se um encontro musical parece ser impossível de ser realizado, lá vem a dupla curitibana Drunk Disco pra pôr essa teoria abaixo. Do funk carioca ao indie rock, do axé à música eletrônica, tudo pode ser misturado, remixado pelas mãos dos produtores Sérgio Takahata e Alemão UC.
Desde 2010, os caras vem produzindo alguns dos mashups mais divertidos e dançantes em solo nacional. É deles a junção de MC Kátia com Buraka Som Sistema e do Two Door Cinema Club com a Cláudia Leitte que você já deve ter ouvido e dançado por aí.
O Drunk Disco é uma das 15 atrações da Meachuta House Party, que acontecerá no próximo sábado (14.04), no Libanos.
Infelizmente, por motivos de força maior, somente a parte caucasiana da dupla poderá comparecer, mas Alemão já prometeu representar muito bem o duo, dando trabalho em dobro.
Aproveitei pra trocar uma idéia com ele e saber o que ele está preparando para essa festa que promete!!
Vocês tiveram aqui no ano passado. Como foi tocar para o público de Belém? O que vocês mais lembram dessa noite?
A gente já conhecia bastante sobre a cena musical e de festas que rolavam aí, por isso tínhamos a maior vontade de tocar em Belém. Quase fomos tocar na Meachuta House Party do ano passado, mas a gente já tinha agendado uma data em Florianópolis. Quando deu certo de podermos tocar no Eletronika, ficamos muito felizes e empolgados. Imaginávamos que ia ser muito legal, mas Belém acabou superando todas as nossas expectativas. Na noite que a gente tocou, foi a primeira vez que reunimos em um único lugar toda a Avalanche Tropical. Foi uma noite insana e histórica. A gente só ia tocar antes do show do Holger, mas aí acabou tocando de novo depois do show porque a atração que vinha na sequência teve problemas com o som. O que foi ótimo, porque a gente estava querendo muito tocar mais.
O André Paste, amigo de vocês, tocou na primeira “House Party” que a Meachuta promoveu. Ele contou da loucura que é a festa? Qual a expectativa?
Ele disse que a festa é realmente muito foda e que tá no “Top 5″ de festas dele. Como a gente já pôde comprovar no Eletronika, ele disse que a galera aí é louca do começo ao fim ao fim da festa, mas que o mais legal é sair de Belém cheio de amigo. A gente concorda com ele, a galera da Meachuta é receptiva demais. Sabemos que a expectativa do público da Meachuta é sempre alta e que cada festa costuma ser diferente e sempre bem marcante. Por isso, esperamos que as pessoas tenham as melhores noites de suas vidas, que peguem quem quiserem, pulem peladas na piscina, comam churrasco e façam o que fariam em uma festa em casa. Só sei que a gente vai fazer de tudo pra que a noite seja histórica.
Além do Paste, vocês são parceiros do Bonde do Rolê, da Banda UÓ, do Holger na Avalanche Tropical. Além da amizade, qual a parte mais legal de trabalhar com esses caras?
Primeiro que a gente já era fã de todos, antes da Avalanche começar. Foi tipo a gente ganhar um ídolo e entrar pra banda que você sempre admirou. A parte mais legal da Avalanche é que todos vêem a música de uma maneira um pouco parecida, sem barreiras e acho que estamos conseguindo levar um pouco disso pra pessoas. Por exemplo, a gente está ouvindo demais nos últimos dias um projeto chamado “Throes + The Shine”, que é a junção de uma banda de rock portuguesa com uma dupla de kuduro angolano. É a coisa mais legal que escutamos esse ano e com a Avalanche a gente tem a oportunidade de amplificar o som dos caras. Porque a Avalanche acabou consolidando cada artista que faz parte dela e também quem está em uma onda parecida.
Contem como surgiu o Drunk Disco? O que vocês faziam antes?
Na verdade nós somos publicitários e o Drunk Disco é só uma jogada de marketing pra gente poder conhecer o Brasil de graça. Falando sério, nós dois ainda trabalhamos em agências de publicidade e somos formados nisso. O Drunk Disco é nosso projeto paralelo e que surgiu sem a menor pretensão. A gente não sabia discotecar de verdade e nem o que ia tocar, foi meio no susto. Aí, a gente foi aprendendo, arriscando, fazendo mixtapes e o negócio começou a ficar grande. Acho que a ficha meio que caiu quando a gente foi tocar pela primeira vez em São Paulo, no Clube Glória. A gente estava tão nervoso que bebeu demais antes de tocar, mas acabamos fazendo um dos sets legais da nossa história. Foi a primeira vez que a gente arriscou ser MC, além de DJs.
Em pouco tempo, vocês conquistaram o público e tocaram em várias festas legais? Vocês atribuem isso a que?
Acho que acima de tudo é porque a gente se diverte muito fazendo o que faz e a gente nunca abre mão de arriscar. Nosso esquema de divulgação também acho que é uma coisa que acabou chamando atenção das pessoas. Bunda e peito sempre dá retorno. Chama atenção e todo mundo gosta. Por isso, a gente sempre usou isso nas capas de mixtape, mashups e imagens de divulgação. Acho que conseguimos traduzir visualmente o que são os nossos sets: uma putaria.
Nos mashups que vocês fazem, misturam coisas pra lá de inusitadas. Pra fazer bons mashups, o segredo é gostar até do que não gosta?
Acho que o segredo dos nossos mashups é o bom humor. Até pouco tempo atrás as pistas alternativas eram muitos sérias e ficavam presas ao indie rock. Hoje isso mudou bastante, mas a gente fazia mashups pra começar a tocar outras coisas, sem chocar tanto. Só que, na verdade, alguns mashups são meio que um recado. Tipo o de Claudia Leitte com 2 Door Cinema Club. As duas músicas deles são muito iguais, só que os fãs deles geralmente acham Claudia Leitte horrível. Só quisemos mostrar que, na verdade, os dois são a mesma coisa: música pra fazer festa. Então, não precisa ter preconceito.
Pra fechar, o que vocês estão preparando para tocar por aqui?
O Serginho não vai poder ir nessa gig, mas eu (Alemão) estou me preparando pra compensar a falta dele e fazer o set mais incrível da nossa história, até porque a gente vai ficar um tempo sem viajar depois dessa gig pra descansar um pouco e produzir nossas próprias músicas. Então, vai ser um set épico, com tudo o que a gente já tocou de mais explosivo. Belém é uma cidade quente e sensual, mas espero conseguir fazer a temperatura subir um pouco mais.
SERVIÇO
Meachuta House Party
QUANDO: Sábado 14/04
ONDE: O Libanos Club – Av. Almirante Barroso, entre Av. Ceará e Tv. Antônio Baena
HORA: 16h
QUANTO: R$20 (primeiro lote)// R$25 (segundo lote)// R$30 (terceiro lote). Pontos de venda: Lojas Chilli Beans Boulevard, Castanheira, IT Center e Pátio Belém
FOTO: DRUNK DISCO NO FESTIVAL ELETRONIKA, NO ANO PASSADO (BY MAYER OBADIA)
DJ Masa: Na crista da onda!
Uma onda coreana, vinda de um oceano chamado K-Pop invade o mundo graças à internet. E quem diria que um garoto maranhense, radicado em Belém, surfaria na crista dessa onda, sendo referência desse estilo no Brasil?
Desde 2007, Carlos Henrique Brandão, ou melhor, o DJ Masa, mexe em um terreno que poucos DJs arriscam pisar, sem nunca ter tomado um curso de produção musical. Suas misturas inusitadas de musica coreana e pop ocidental vêm chamando atenção e ganhando cada vez mais fãs.
A repercussão de seu trabalho, levou-o a criar mashups que nada tem a ver com estilo k-pop, como a mistura de Gaby Amarantos vs Ace Of Base, que lhe rendeu elogios e fez conquistar novas pistas.
Aproveitei pra trocar uma ideia com ele sobre k-pop, direitos autorais em tempos de mashup, noite. Saca só:
Eu tenho a impressão que comecei a ouvir bastante esse termo k-pop do ano passado para cá. Acha que este ano ele pode cair ainda mais na graça do público que não o conhece?
O K-pop sempre foi um nicho musical bem escondido, mas com fãs muito dedicados. De uns 3 anos pra cá as atividades dos fãs pelo mundo começaram a ganhar grandes proporções e isso chamou atenção da indústria do entretenimento coreano, que começou a exportar mais as produções de lá (músicas, filmes, novelas, etc). Hoje alguns artistas já gravam em inglês e fazem shows fora da Ásia, o que está dando esse ar mais “mundial” ao K-pop. Os formadores de opinião mais famosos já apontam como uma tendência que vai bombar em até dois anos.
Eu posso conhecer há pouco tempo, mas você conhece o k-pop há quanto tempo? Como virou fã? E como começou a fazer produções/mashups com o estilo?
Eu conheci em 2003. Na época eu era muito encantado pela cultura pop japonesa e descobri a cantora BoA, que é coreana mas tem carreira no Japão também. Me juntei a outros fãs, fiz um site sobre ela e aos poucos ia descobrindo mais artistas. Em 2005 eu comecei a brincar com programas de edição de áudio e fiz alguns mashups pra distribuir nas comunidades de fãs que participava. Como as produções com K-pop chamavam bastante público, decidi me focar nesse estilo e deu certo.
Por que você acha que o estilo tem agradado os brasileiros? Como é a receptividade do público de Belém nas festas que você vem tocando?
O público em Belém é aberto a músicas diferentes e o que faço é uma introdução aos gêneros que curto. O K-pop é um gênero voltado pra adolescentes, mas basicamente todos os artistas lançam músicas bem dançantes ao mesmo estilo do pop americano. Essas músicas tem refrões grudentos, coreografias que todo mundo aprende rápido, clipes super produzidos… enfim, tem tudo pra agradar na pista. Muitas vezes o público curte e dança sem nem saber que é uma música coreana. Os fãs de K-pop também sempre marcam presença e viram uma atração a parte, cantando e fazendo todos os passos. Na primeira vez que toquei uma balada em São Paulo a maioria do público era de K-poppers. Todos surtavam, cantavam, dançavam e as pessoas me perguntavam “o que é isso que tá tocando que todo mundo sabe, menos eu?”. Esse fim de semana estive numa balada por lá e tocou “I Am The Best” do grupo 2NE1 duas vezes. Essa, aliás, já é figura certa nas noites do Rio e Sampa.
A internet ajudou na divulgação do estilo e do teu trabalho?
Foi a grande porta de divulgação. Sem o trabalho de compartilhamento de arquivos e informações feito pelos fãs, o K-pop estaria isolado até então. Meu trabalho começou apenas como uma forma de compartilhar a minha paixão como fã, mas meu canal do Youtube fez a minha marca ganhar renome pelo mundo. E foi assim que começaram os convites pra fazer apresentações – e o desafio de aprender a discotecar.
Apesar de ligarem bastante teu nome ao k-pop, tens outros mashups que nada tem a ver com estilo. Pretendes investir mais nestas produções?
Nesses anos todos muita gente me cobrava fazer produções com gêneros ou artistas mais conhecidos. Mas eu sempre fiz isso tudo por hobby mesmo. Como comecei a receber convites pra tocar em eventos que não eram somente pro público K-pop, tive que ampliar o meu repertório de pista. Fazer outros tipos de mashup foi um desdobramento desse processo. É um som que dá um toque único no set e as pessoas passam a te conhecer também pelas produções próprias. Mas a minha aposta sempre será nas misturas mais inusitadas.
Você é auto-didata ou fez algum curso? E como é teu processo de criação? Você tá lá, de boa, ouvindo uma música e pensa “nossa, essa encaixa com aquela”? É uma coisa mais instintiva ou você vai procurando, testando e descobrindo combinações?
Sou auto-didata. A curiosidade, o Google e os softwares piratas que me deram todo o suporte pra aprender. Mas eu tive formação teórica musical quando criança e isso foi fundamental pra alcançar a qualidade das minhas produções. Mas os insights vêm de maneira aleatória. Às vezes ouço uma música e pela progressão de acordes já penso as músicas que se encaixam (pop é bem genérico nesse aspecto). Às vezes eu quero mixar uma música em especial e aí ouço dezenas de bases até chegar a uma que encaixe. Ou frequento alguma festa pra descobrir músicas novas e ampliar as opções. Certa vez ouvi um melody na rua e cantei uma música japonesa por cima. Depois descobri que tinha usado a versão original desse melody (Brandy – Right Here) como base de um mashup. Tudo no pop tem algum sample que te dá uma pista.
Você já teve algum problema de direitos autorais por causa dos seus mashups? Há uma patrulha grande da indústria musical contra quem os produz?
Já tive umas 3 contas desativadas pelo Youtube. Mas o canal atual, que está no ar desde 2008, também saiu do ar uma vez por colecionar três notificações por uso de músicas ou vídeos de terceiros. Fui atrás e descobri que uma das denúncias era falsa (não foi enviada pela gravadora) e aí me devolveram tudo como estava antes. Esses problemas aconteciam muito com os mashups que fazia com música japonesa (J-pop). As gravadoras lá são muito mais restritas quanto a essa divulgação e pra mim é uma grande burrice em termos de Marketing. As gravadoras do K-pop, pelo contrário, incentivam isso. São milhões de vídeos com fãs cantando, dublando, mixando, enfim, reaproveitando os conteúdos delas, e isso divulga o K-pop de forma mundial de uma maneira que nunca conseguiriam por outros meios. Nenhuma gravadora coreana mexeu comigo nesse sentido, algumas até já mostraram apoio ao meu trabalho. A indústria americana também patrulha bem de perto, mas se não há um intuito claro de lucrar em cima disso eles não atacam.
Em Belém, quais as festas que você recomenda? Os DJs que valem a pena ver? E você acha que a noite da cidade está mais divertida?
É difícil ir a alguma festa que não me agrade em Belém. Na verdade eu observo que com amigos/pegação e bebida barata, o DJ tem um papel menor na diversão toda. Nunca fui muito de boate porque gosto mais do entretenimento – e tem sempre uma produtora nova surgindo, o que torna as festas cada vez mais inusitadas, com temas bem divertidos. Nesse caso a Meachuta! e a Peggy são sempre uma boa pedida. E pra ouvir música nova, Baile Tropical. Quando comecei a frequentar a noite daqui, há uns 3 anos, as festas tinham um apelo mais “fashionista” e eu achava isso bem único. Mas essa proposta se perdeu um pouco e tudo hoje em dia se resume mesmo a bagaça (o que não é de todo ruim). E falando de DJ, o Jaloo foi um grande mentor pra mim e sempre vale muito a pena!
WWW
Pra quem quiser achar o DJ Masa pela internet
Site – http://www.masamixes.com/
Youtube – http://www.youtube.com/mmixes
Soundcloud _ http://soundcloud.com/masamixes
Facebook – http://www.facebook.com/masamixes
Twitter – @masamixes e o @enfastiado
Ela bota pra ferver! Perfil da @DJ_JuCarvalho
Por: Michel Ribera
Publicado originalmente na Revista Troppo – O Liberal
Quem vê a jovem Juliana Mattos Carvalho, 28, chegando nas festas nem imagina que aquela loirinha de traços delicados vira uma fera quando assume o comando das pick-ups, colocando a pista pra ferver, ou melhor, fritar, como se diz atualmente quando ninguém pára de dançar.
Ela conta que sua paixão pela música começou ainda nos tempos de menina. “Quando eu era pequena, ganhei um som e colecionava fitas cassetes com músicas gravadas da rádio e fazia a festa do pessoal do prédio. Achava o máximo”, recorda.
Das brincadeiras à estréia como profissional levou um certo tempo, mas nada que não fizesse com que Juliana desistisse da idéia de continuar fazendo as pessoas se divertirem com as batidas que ela colocava para tocar.
Em 2004 chegou o tão esperado momento. A oportunidade surgiu quando foi convidada para tocar no bar de um amigo. Na época a cena eletrônica de Belém bombava e a moça estava com as atenções voltadas para o trance europeu, estilo que só tocava em festas raves, mas que hoje em dia, segundo ela, é influência para muitas produções. “A primeira apresentação foi tensa, mas estava entre amigos e pessoas que curtiam o estilo, então tudo ficou mais tranqüilo depois de um tempinho”, diz.
De lá para cá, a agora DJ Ju Carvalho não parou mais de ser convidada para tocar em festas e confessa que comanda tudo no instinto e com a ajuda de amigos, uma vez que nunca fez curso profissional de disc jockey, que é uma mão na roda para quem quer se aventurar profissionalmente nessa área de atuação que vem crescendo vigorosamente nos últimos anos.
Pelo fato de ser uma das poucas mulheres a atuarem na área, Juliana se diz feliz em representar a categoria e acrescenta que outras meninas deveriam investir mais na carreira. “Acho que o público é bem receptivo com mulheres nas cabines e mais garotas deveriam se arriscar na profissão. Vejo muitas mulheres tocando no circuito de festas alternativas, mas nenhuma em boates”, avalia.
Hoje em dia, Juliana segue nas ondas do lounge, house e rock’n’roll, este, sua grande paixão que ganha sempre mixagens especiais nas suas setlists. Misturar estilos e batidas diferentes é o que ela gosta de fazer e é uma das fórmulas infalíveis para uma pista lotar em questão de instantes.
Segundo a DJ, atualmente a profissão se popularizou ainda mais porque não só as casas noturnas investem na contratação de um profissional experiente, mas outros segmentos também embarcaram nessa proposta. De acordo com Ju, cada vez mais estabelecimentos estão com programações musicais com DJs, como bares e restaurantes, o que era incomum há alguns anos.
Para criar um repertório que agrade a todos, uma das missões de um bom DJ é o trabalho de pesquisa, que Juliana diz nunca ter fim, nem mesmo quando ela chega em casa e só quer descansar. “Confesso que gosto do silêncio, mas o trabalho de atualização é importante e logo estou escutando música novamente”, explica aos risos.
Suit Up! Vista seu terno e se jogue na nova festa da cidade
Quem já viu algum episódio de How I Met Your Mother com certeza lembra de Barney Stinson. O personagem de Neil Patrick Harris é conhecido por amar apenas duas coisas: ternos e mulheres. De todos os seus vários bordões, o mais repetido talvez seja “suit up!”. O cara conseguiu passar sua mensagem e inspirou até a criação de uma nova festa na cidade.
A idéia é dos amigos Lucas Brandão e André Filho, fãs da série e do personagem. “Na nossa cidade, só usamos ternos em festas de 15 anos, casamento ou formatura. Queríamos fazer uma festa onde as pessoas possam ir vestidas de uma melhor maneira, diferente da qual estão acostumadas”, conta André.
A primeira edição rola neste sábado (10.03), no Fuxico, e, se de certo, há chances dela vir a ser mensal. Quem estiver com o melhor terno/look da noite tem a chance de ganhar uma garrafa de Double Black, um uísque de edição limitada da Jonnhie Walker. “Na porta, teremos pessoas responsáveis para tirar foto de todos os que estarão presentes. E uma comissão julgadora para escolher o que melhor adentrar o tema”.
No som, conta André, predominará o pop, mas com uma pitada de indie rock. “Os DJs são amigos que percebemos um bom potencial, que tocaram em alguns lugares, e sabemos que são bons”, diz. O line terá Lucas Brandão (Kraken), Lucas Fialka, Francisco Sidou e Marley (OMG!Zombie). Dá pra esquentar e ter uma idéia nesse set que o André montou.
Então suit up! e se joga!
SERVIÇO
Suit Up!
QUANDO: Sábado 10/03
ONDE: Fuxico Cultural – Rui Barbosa, entre Conselheiro e Mundurucus
QUANTO: R$5 para quem for de terno, meninas podem fazer um look básico com gravata. Sem terno, R$15
WWW: Facebook (facebook.com/suitupbelem ) e twitter (@suitupbelem)
Um bate-papo com Sipriano Ferraz
Por: Robson Lima
Revista Top – Diário do Pará
Desde quando e por que começou a trabalhar com festas?
Foi há 5 anos. Eu e o Igor Parente ainda estávamos no 2º ano, no Nazaré, quando decidimos organizar a festa Closed Night, na boate Metrô. Foi um sucesso! Era uma forma de ganhar dinheiro. No começo, levava como uma brincadeira, mas ao longo do tempo foi se tornando algo sério. Hoje, encaro tudo isso com muito profissionalismo. É uma forma de eu conquistar a minha independência. Confesso que já tentei dar um tempo, mas sempre vem uma proposta irrecusável. Trabalhar com a noite é viciante.
Como consegue conciliar a produção de uma festa com a Medicina (ele cursa o 5º ano, no Cesupa)?
Todo acadêmico de Medicina utiliza o seu tempo livre para determinado fim. Alguns viajam, outros jogam bola ou vídeo-game. Eu uso o meu tempo vago para ganhar dinheiro. Para produzir uma festa, tem que haver planejamento e estar cercado de pessoas competentes, que coloquem os seus planos em prática.
Acredita que Belém entrou na rota das melhores festas nacionais?
Sim. Belém e salinas tiveram um avanço muito grande nos últimos anos. Até o empresariado tem perdido o medo de investir na noite. Isso vale para os eventos com bandas nacionais e os de música eletrônica. De um ano pra cá, DJs renomados como Gui Boratto, Tocadisco, Chuckie e David Guetta estiveram por aqui. Com relação às festas de peso, Ministry Of Sound, Defect e o Sertanejo Chic também deram certo. O Sertanejo Chic, pra mim, foi uma das maiores surpresas. É uma festa que acontece todo domingo, no Cafe de La Musique, em São Paulo. Na edição que fizemos aqui, no último mês, mais de 1.500 pessoas estiveram presentes. O público paraense está abrindo a mente para novas idéias. Para os empresários do ramo, o risco tem sido menor, pois está cada vez menos trabalhoso vender novas idéias. O público está muito mais receptivo.
O que ainda falta melhorar na noite paraense?
Não costumo reclamar da noite paraense, apesar de muita gente ainda se sentir insatisfeita. Para o número de habitantes, Belém é bem servida, tanto de qualidade como na variedade. O que falta é a receptividade das pessoas. O empresário passa meses negociando uma festa nacionalmente conhecida, pra no fim das contas, não ter o seu quantitativo de público alcançado. Já foi pior, mas pode melhorar.
Qual a próxima balada de peso que está por vir?
No último mês, eu e um grupo de empresários da noite tivemos uma reunião com o empresário carioca Ricardo Oliveira, da Anexar Produções, para trazermos no dia 06 de junho a festa Movimento dos Interessados em Sacudir Sua Alma, que é famosa em todo o Brasil e freqüentada por um público inteligente, animado, sempre envolvendo globais e celebridades. Pra essa festa, a gente espera 2.500 pessoas. Em todo lugar que ela é realizada há uma imensa receptividade do público, até por ser uma festa temática, diferente e super animada. Para ter uma idéia quem toca é o DJ Tartaruga e a banda Trio Ternura, do ator Thiago Martins, que tem um estilo musical bem diversificado e é bem famosa no Rio de Janeiro. Na sexta-feira, realizamos no Capital a festa de lançamento do Movimento dos Interessados em Sacudir Sua Alma, que lotou de gente bacana. Foi uma prévia do que haverá no dia 06 de junho.
Vandersexxx #12 marca a estreia da Garimudo nos palcos
Quanto tempo uma banda leva para ganhar entrosamento e maturidade suficiente para produzir boas músicas e idéias artisticamente relevantes? A novata Garimudo surpreende, justamente, por fazer boa música em tão pouco tempo de existência.
A banda é uma das atrações da Vandersexxx Vol#12, que marca a volta da produtora depois da pausa de férias. A festa rola nesta primeira sexta de março (02.03), no Café com Arte.
Além da Garimudo, a noite terá os DJs Oscar Lifschiitz (Yep!), a belezura da Ju Carvalho e o boss do Café, Roberto Figueiredo, na pista. Enquanto o porão pega fogo com o Artuzão e pelos residentes da festa.
Pra quem não prefere os DJs, no palco vai rolar show do Molho Negro, que vai mostrar as canções do seu elogiado EP “Rock” e, abrindo para eles, a Garimudo, de quem falamos lá em cima.
Formada por Filipe Faraon (guitarra, samplers e voz), Pedro Cruz (batera e samplers), Paulo André (contrabaixo e voz) e Filipe Sanches (guitarra, samplers e voz), a banda surgiu há cerca de um ano e, talvez, a amizade e o gosto musical tenham sido um fator primordial na dinâmica do grupo.
A banda faz sua estreia nos palcos e enfrenta o público na Vandersexxx. Aproveitei pra trocar uma ideia com o Filipe Faraon, que contou mais sobre a banda. Saca só:
Essa vai ser a estreia de vocês nos palcos? O perfil no MySpace é de 2009…Demoraram todo esse tempo pro primeiro show?
Na verdade essa história do Myspace tem a ver com a grande confusão que foi escolher o nome da banda. A princípio, seria o nome da suposta careira solo do Filipe Sanches – mais como uma brincadeira, já que ele nunca apresentou as músicas que fazia. Esse nome ganhou resistência e não chegávamos a um ponto comum. Nos acréscimos, ele acabou por escolher o nome da minha carreira solo de brincadeira, que também é inexistente. Resumindo: o perfil do Myspace eu criei pra colocar uns esboços de músicas que fiz sozinho. Eu nem lembrava que existia! Ou seja, o que tu ouviu lá não tem nada a ver com o som da banda, e sim com o que eu gravei em casa, só instrumental.
Mesmo com pouco tempo, achas que já estão bem entrosados? A festa vai ser um bom termômetro pra avaliar a banda ou vai rolar o nervosismo da estreia eheheh?
Estamos ensaiando juntos acho que desde maio e o entrosamento vem com o tempo. Só tem ficado melhor mesmo nas últimas semanas. Vai ter nervosismo, acho que mais do Filipe Sanches, já que ele é meio tímido e não gosta de cantar em público hehehe, mas estamos exatamente no ponto em que é necessário se apresentar pra avaliar o conjunto da obra.
Como tu definirias o som de vocês? E sendo clichê, quais as influências?
As músicas mais agitadas a gente costuma comparar com Hellacopters, Cachorro Grande e Foo Fighters. Já com as mais lentas talvez me falte cultura musical pra fazer comparações mais aprofundadas heheehhe
Como vai ser o show? Li que vocês têm cerca de 40 canções. Como escolheram o repertório? Vai ter algum cover? convidado?
Eu diria que temos até mais que 40, mas não chegam a ser canções completas, a maioria são esboços. Tudo isso é, na verdade, do Filipe Sanches, que é um compositor contumaz, tem praticamente TOC por composição e toda semana surge com coisas novas, quase sempre muito boas. Pegamos basicamente o filé de tudo, o que achamos ser o melhor, e trabalhamos em cima. Tínhamos o plano de tocar um cover do Foo Fighters (Dear Rosemary, do CD novo) e até cheguei a convidar o João Lemos, do Molho Negro, pra cantar, mas mal deu tempo de terminar os arranjos das autorais…
Pra quem quiser conhecer mais o som de vocês pode achar onde?
Como o nome é novissimo e ainda não gravamos nada pra valer (só esboços no estúdio improvisado do Sanches). Mas aí com essa entrevista, resolvi criar vergonha na cara e atualizei o Myspace, que agora não é meu, e sim da banda. Coloquei três esboços – mas galera, são esboços mesmo – de músicas que vamos tocar: www.myspace.com/garimudo. De qualquer forma, a melhor dica pra quem quer conhecer mais a gente é: mexa esse traseiro gordo e dê um pulo na Vandersexxx.
SERVIÇO
Vandersexxx Vol#12
QUANDO: Sexta 02/03
ONDE: Café com Arte – Tv. Rui Barbosa, 1437
QUANTO: R$10 vestido com camisa de banda (a noite inteira); Sem camisa de banda R$15 até 00h. Depois R$ 20
Gang do Eletro é anunciada no line do Sónar
É, parece que 2012 vai ser mesmo o ano da explosão tecnobrega. Mais um passo para esse estouro foi anunciado hoje (07.02), com a escalação da Gang do Eletro como uma das atrações do Sónar. A banda paraense se junta a outros nomes como Bjork, Justice, James Blake, Four Tet, Modeselektor, Little Dragon, Ryuichi Sakamoto, Mogwai, Squarepusher, Hudson Mohawke, Totally Enormous Extinct Dinosaurs, Austra, entre outros, num line-up interessante, que há tempos não se via em festivais nacionais.
Para desespero dos puristas e despeito dos detratores do gênero, há sim gente jovem aberta a novas sonoridades e que abraça a música eletrônica, o rap nacional e os ritmos brasileiros. Coisa que as chamadas “festas alternativas” (detesto esse termo) da cidade já descobriram faz tempo. E isso é muito bom.
A Gang já provou que tem potencial de ultrapassar as fronteiras da região Norte, graças ao seu som contagiante. O sucesso, estrondoso ou não, chegará.
FOTO: THIAGO ARAÚJO

















